Existe uma idade mínima para fazer a cirurgia?

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Tecnicamente não, mas vários especialistas preferem esperar até que o candidato tenha pelo menos 25 anos de idade.
Muita gente pensa que o transplante é melhor para as pessoas jovens, porque os resultados são melhores nos casos mais leves de calvície, mas isso não é verdade.
É importante avaliar como a sua calvície irá progredir ao longo da vida e se os fios transplantados vão parecer naturais no futuro.

Imagine um rapaz de 20 anos que começa a ter perda de cabelos na parte frontal e decide fazer um transplante capilar.
Os fios transplantados são resistentes e permanecem ali para o resto da vida, mas os cabelos nativos daquela área continuam caindo.
Depois de alguns anos ele pode ficar com os fios transplantados firmes e fortes lá na frente e uma área calva imediatamente atrás deles.
Péssimo, né?
Essa falta de planejamento faz muita gente precisar de transplantes capilares corretivos no futuro.
Para evitar o risco, o ideal é que a calvície já tenha se estabilizado ao fazer a cirurgia, ou pelo menos que se faça uma projeção de como o quadro deve evoluir no futuro, para fazer um transplante que mantenha resultados satisfatórios nos próximos anos.

Um bom exercício é olhar para as pessoas da sua família e imaginar que a sua calvície vai progredir da mesma forma que a da pessoa mais careca de todas: assim você “planeja para o pior” e tem uma margem de segurança.
Se você já estiver num nível próximo ao dessa pessoa, pode fazer a cirurgia sabendo que o seu quadro não deve avançar muito mais do que isso.
Ou, se ainda estiver muito distante, você pode testar outros tratamentos antes de pensar num transplante, ou planejar com o médico a realização de uma cirurgia já prevendo esse padrão, para obter resultados mais naturais e duradouros.

Lembre-se que a quantidade de fios da área doadora é limitada: você não quer desperdiçá-los fazendo uma cirurgia da qual pode se arrepender no futuro.