Quais as vantagens e desvantagens de cada método de transplante capilar ? Qual é melhor FUT ou FUE?

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É difícil dizer que um método é melhor que o outro, porque eles têm características bastante diferentes.

FUT – Pontos positivos:

Costuma ser mais barato que o método FUE;
Rende mais UFs transplantadas por sessão, portanto é ideal para cobrir áreas maiores;
A cirurgia normalmente é mais rápida (alguns procedimentos maiores, com grandes quantidades de UFs transplantadas, podem ser realizados em um só dia com o método FUT, enquanto no método FUE teriam de ser divididos em duas sessões);
O risco de dano aos folículos é extremamente reduzido, pois as UFs são retiradas uma a uma diretamente da faixa de pele que foi extraída, com o auxílio de poderosos microscópios;
Não é preciso raspar o cabelo perto da área doadora (o que facilita a camuflagem da cicatriz depois da cirurgia);
Se o paciente realizar mais de uma cirurgia FUT, em alguns casos é possível que a cicatriz anterior seja removida no procedimento seguinte, ou seja, dá pra fazer várias cirurgias e ficar com apenas uma cicatriz (no método FUE, cada procedimento cria mais microcicatrizes, cujo acúmulo pode acabar reduzindo visivelmente a densidade de cabelos na área doadora).
FUT – Pontos negativos:

O método é considerado mais invasivo que a técnica FUE, e a recuperação pode ser mais demorada e dolorida;
A cabeça é a única área doadora víável (não dá pra usar fios de outras partes do corpo no transplante);
Só é possível se o candidato tiver boa flexibilidade no couro cabeludo (e cada cirurgia reduz um pouco mais essa flexibilidade, limitando a quantidade de transplantes FUT que podem ser realizados no futuro);
A cicatriz linear é mais aparente do que as microcicatrizes do método FUE (apesar de ser possível camuflar as duas com o crescimento do cabelo ao redor), e pode ficar alargada se a cicatrização não for ideal (seja por falta de perícia do cirurgião, por falta de respeito aos cuidados pós-cirúrgicos ou porque o próprio organismo do paciente não respondeu bem ao procedimento);
É preciso evitar exercícios físicos intensos e atividades que coloquem tensão no couro cabeludo durante cerca de 10 meses após a cirurgia, para permitir que a área da incisão se recupere totalmente e reduzir as chances de a cicatriz se alargar;
A incisão provavelmente vai danificar alguns folículos nas extremidades da faixa de pele retirada da área doadora, e a cirurgia deve perder alguns dos fios que estiverem na fase telógena (folículos temporariamente vazios que não são visualizados e transplantados durante o procedimento);
Pode ser que as partes do couro cabeludo unidas pela sutura tenham fios crescendo em densidades e direções diferentes, o que deixa um aspecto anti-natural (que é mais facilmente camuflado quando os fios crescem um pouco).
FUE – pontos positivos:

O método é considerado menos invasivo, tem recuperação mais rápida e não precisa de sutura (as incisões cicatrizam sozinhas);
Permite que sejam utilizados fios de outras partes do corpo (restauração de sobrancelhas, da barba ou transplante de fios de outros lugares para o couro cabeludo);
As microcicatrizes são mais fáceis de camuflar e permitem cortes de cabelo mais curtos (principalmente nos procedimentos menores, que não retiram tantas UFs);
Permite voltar a se exercitar normalmente em poucos dias;
É uma boa opção para quem não tem boa flexibilidade no couro cabeludo e, por isso, não pode fazer a cirurgia FUT.
FUE – pontos negativos:

Costuma ser mais caro e demorado que o método FUT;
Rende menos UFs por sessão (o tempo que se leva para extrair e preparar as UFs é maior);
As UFs são retiradas de uma área maior, o que pode aumentar o risco de pegar fios fora da região considerada “segura” (alguns desses fios podem ser suscetíveis aos hormônios que causam a calvície e serem perdidos no futuro) e de ficar com microcicatrizes mais aparentes em uma área que pode se tornar calva no futuro;
Reduz a densidade da área doadora a cada procedimento (dificultando a realização de novos procedimentos FUE ou FUT no futuro);
O risco de danificar as UFs é maior, porque o cirurgião não tem a visão dos folículos por baixo da pele durante a extração (se a incisão for muito larga pode cortar os folículos vizinhos, se for muito estreita ou rasa pode danificar a própria UF que está sendo extraída);
É necessário raspar toda a área doadora para o transplante (o que, nos procedimentos maiores, pode acabar obrigando o paciente a raspar toda a cabeça para não ficar com um visual desarmônico).