Implante Capilar: fazer ou não ?

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À procura dos recursos de que podem dispor no combate à calvície, há um significativo número de pessoas interessadas em obter mais informações a respeito do implante capilar, acreditando ser este, a princípio, um método cujo resultado se revelaria em curto prazo e, ainda, de forma aparentemente definitiva.

Contudo, ante a possibilidade de uma intervenção cirúrgica no couro cabeludo, é fundamental que determinadas questões sejam seriamente consideradas, de modo que, até mesmo para minimizar o risco de se submeter a um procedimento cirúrgico desnecessário – tido como relativamente “simples”, ainda que complexo –, cabe ao interessado a busca por esclarecimentos a respeito do assunto, como estes que disporemos a seguir.

Implante Capilar: o que é?
O implante capilar pode ser definido como uma técnica cirúrgica de reposição capilar indicada para áreas de ausência ou de rarefação dos cabelos a mulheres e homens calvos que ainda possuem fios volumosos e elásticos na parte de trás da cabeça e nas suas laterais.

Como se faz?
Em síntese, o implante – a que também se pode chamar de “transplante” – consiste, primeiramente, na remoção dos fios de uma área do couro cabeludo onde estes se encontrem de forma mais abundante e, em seguida, no seu deslocamento para os folículos das áreas já atingidas pela alopecia (nome científico da calvície), seguindo-se a mesma direção, no mesmo ângulo e com as mesmas irregularidades dos fios que foram perdidos.

Em geral, tanto em relação aos homens como em relação às mulheres, essas áreas do couro cabeludo ainda não afetadas pela calvície costumam ser a parte de trás da cabeça (nuca) e as suas laterais.
Independentemente de a realização do implante se dar em um consultório ou no hospital, aplica-se a anestesia local no paciente, e a composição da equipe médica pode exigir a presença de 5 até 12 profissionais, que passam entre 5 e 10 horas dedicados ao procedimento.

Para aqueles que indicam a técnica, um bom argumento seria o de que, por se tratar de um implante do cabelo da própria pessoa, não existiria a possibilidade de a cirurgia não obter êxito por conta da rejeição dos fios transplantados, já que o organismo não recusaria aquilo que ele identifica como um material próprio.

Quais as condições gerais para que o paciente possa se propor à cirurgia?
O implante capilar pode ser feito por pessoas acima de 25 anos. Dentre as recomendações antes do procedimento, consta a necessidade de o paciente cuidar muito bem do seu couro cabeludo, que deverá estar livre de inflamações. Além disso, três meses antes da cirurgia, homens e mulheres são instruídos a massagear diariamente a região do couro cabeludo de onde os fios saudáveis serão extraídos.

Em relação às mulheres, especificamente, é indispensável que haja o adequado tratamento hormonal ou a reposição de vitaminas, no caso de serem estas as causas da alopecia.
É importante que os interessados tenham ciência de que o implante capilar não é um método recomendável para todos, haja vista que diversos são os fatores que podem desencadear a calvície. Dentre as causas para as quais a intervenção cirúrgica não atende às expectativas do paciente está, por exemplo, a alopecia areata, explicada como uma doença autoimune que, em determinado grau, também afeta milhões de homens, mulheres e crianças.

Na alopecia areata ocorre que, por engano, as células do próprio sistema imunológico do indivíduo impedem os folículos de produzir cabelo. Desta forma, o implante capilar não resolveria o problema da queda em razão de as áreas calvas – que poderiam receber o cabelo transplantado – não apresentarem potencial para o crescimento dos fios.

Fonte: tricosalus